Preste atenção nas doenças metabólicas como Acidose e Alcalose ruminal

10/10/2017 15h48 | Atualizado em: 10/10/2017 15h57

Com o desenvolvimento da genética nas últimas décadas, a demanda por aperfeiçoar o sistema de alimentação cresceu. Com as vacas que são alimentadas com altas taxas de concentrados, as desordens metabólicas como acidose e alcalose ruminal aparecem frequentemente. Como resultado, a vaca se sente doente e desconfortável, o que reduz a produção de leite e, consequentemente, o lucro do produtor.

Acidose ruminal

Acidose ruminal é causada principalmente por um excesso de carboidratos rápidos (concentrados com muitos grãos e silagem de milho com alto teor de amido palatável a 100%) em combinação com baixa ingestão de fibras. Como resultado, o pH diminui e causa sérios problemas quando este é menor que 5,5, visto que o ambiente ruminal fica muito ácido para a maioria das enzimas trabalharem adequadamente. Desta forma, a flora ruminal será destruída e a digestão cessará. A vaca tenta ajustar isso produzindo muita saliva, que contém alta concentração de bicarbonato de sódio. Assim, este problema pode ser identificado quando as vacas estão salivando muito. Além disso, é importante investigar a consistência das fezes, pois, se estas estiverem finas, com cheiro forte e bolhas de ar saindo delas, a vaca estará sofrendo de acidose. As vacas que comem pasto novo com alto teor de nitrogênio também estão susceptíveis à acidose. Para preveni-la, aumente a estrutura da forragem, pois as vacas precisam de mais fibra. Para vacas à pasto, deixe que elas comam pasto com fibras longas. Um alto consumo de celulose aumentará a produção de saliva, o que diminuirá a atividade ruminal.

Alcalose ruminal

Atualmente, os vagões misturadores são utilizados para aperfeiçoar o sistema de alimentação. Quando a qualidade do alimento é boa, não há problema em utilizar o misturador, mas, quando este está misturando forragem podre, mofada ou poluída, o alimento causará muita espuma no rúmen, o que resultará na alcalose, que cessará a digestão da vaca. O problema desse alimento misturado é que as vacas não conseguem selecionar as partes boas que estão nessa mistura.

Tenha certeza de que você nunca fornecerá alimentos de má qualidade e de que a silagem não tenha partes podres.

Para prevenir partes mofadas, é bom espalhar sal na parte de cima antes de fechar o silo. Utilize sempre 2 lonas. Alimentos mofados também podem causar aflatoxicose no rúmen e no leite.

Deslocamento de abomaso

A acidose ruminal pode causar deslocamento de abomaso, o que pode acontecer logo após o parto. O abomaso, que está normalmente na parte inferior direita da vaca, se enche de gás e pode bloquear o trato digestivo dela. Para prevenir o deslocamento de abomaso, pode ser dado à vaca de 35 a 50 litros de água morna com açúcar, 10 minutos após o parto, assim o abomaso irá para o lugar correto.

Alimente a vaca com fibra longa. É melhor mantê-la em pré-parto, no grupo de transição, por um período de tempo maior (3 semanas antes do parto e 2 semanas após). Assim, ela pode se alimentar da mesma forma, com fibra longa, e tem menor risco de que o abomaso fique repleto de gás. Não dê muito concentrado depois do parto. Quando usar alimentador TMR certifique-se de dar feno extra. Tenha um local onde a vaca possa comer feno à vontade, pois este é o melhor medicamento para o rúmen.  

Fonte: MilkPoint com texto de Fokko Tolsma
Foto: Fundação Roge

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